Alem de Hollywood

As Biciclatas de Belleville

 

(Les Triplettes de Belleville, 2003)

Direção: Sylvain Chomet.

As Bicicletas de Belleville conta a história de um garotinho triste chamado Champion que é adotado por sua avó, Madame Souza. Procurando fazer a vida do garoto mais feliz, a velhinha o presenteia com um cachorro, mas o animalzinho é logo esquecido pelo menino. Ainda na esperança de motivar a criança, madame Souza descobre por acaso que o menino tem um grande interesse por bicicletas, e lhe dá uma de presente. Tudo vai bem, e com o passar dos anos, Madame Souza faz com que seu neto se submeta a um treinamento rigoroso, até o dia em que Champion se torna um grande ciclista, a ponto de participar da competição Tour de France. Mas durante a corrida, o rapaz e outros ciclistas são seqüestrados por dois misteriosos homens de preto. Suspeitando da situação, Madame Souza e seu fiel cão Bruno, partem numa grande aventura à procura de Champion, e no percurso recebem a ajuda das “Trigêmeas de Belleville”, três mulheres que foram cantoras de cabaret nos anos 30. Recebeu 2 indicações ao Oscar, nas categorias de Melhor Filme de Animação e Canção Original (“Belleville Rendez-Vous”, de Benoît Charest e Sylvain Chomet).

*Prêmio César: Melhor Trilha Sonora.

*Círculo dos Críticos de Nova York: Melhor Filme de Animação.

Darren Aronofsky

Após concluir o Ensino Médio, foi para a Universidade de Harvard estudar cinema, interpretação e animação. Em fevereiro de 1996 começou a criar o conceito de seu primeiro filme π, lançado em 1998. Com ele, ganhou o prêmio de melhor diretor do Festival Sundance de Cinema. Dirigiu o bem recebido pela crítica,Réquiem para um Sonho em 2000, estrelado por Jared Leto, Ellen Burstyn, Jennifer Connelly e Marlon Wayans. A trama, adaptada de uma obra homônima escrita por Hubert Selby Jr., foi fundo na questão das drogas, ilícitas ou não. Por esse filme, Ellen Burstyn obteve uma indicação ao Oscar na categoria de Melhor Atriz. A marca registrada de Aronofsky é uma técnica conhecida como hip hop montage. Essa técnica mostra imagens ou ações mais com velocidade aumentada, acompanhada de efeitos sonoros, tentando simular alguma ação.

Depois Daquele Beijo

(Blow Up, 1966)

Direção: Michelangelo Antonioni.

Elenco: Vanessa Redgrave, David Hemmings e Sarah Miles.

O fotografo profissional Thomas não viu nada - e viu tudo. Ampliações de fotos que ele tirou secretamente de um casal no parque, revelam um assassinato em progresso. Revelam mesmo? Depois Daquele Beijo, de Michelangelo Antonioni, é um influente e estilizo estudo sobre a paranóia e a desorientação. É também uma cápsula do tempo para Londres, mostrando o que era moda na época, como o amor livre, as festas intermináveis, a música (Herbie Hancock escreveu a trilha e The Yardbirds tocam em um clube) e os ritmos. David Hemmings interpreta o fotógrafo cansado, estimulado pelo mistério de suas fotografias. Vanessa Redgrave é a mulher evasiva mostrada nas fotos. Mas cabe a você resolver o que há de verdade naquilo que você vê, naquilo que você não vê e aquilo que só a câmera consegue enxergar.

*Oscar: Prêmio Honorário em 1995.

*Festival de Cannes: Palma de Ouro (Melhor Filme).

*National Society of Film Critics: Melhor Filme e Diretor.

Fique atento: Ao vocabulário usado pelos personagens, que acabou virando piada na boca de personagens como Austin Powers.

Wes Anderson

Anderson, filho de Melver Leonard Anderson e Texas Ann Burroughs, nasceu em Houston, Texas e é o filho do meio de uma família de três filhos. Ele frequentou a St. John’s School, uma escola privada em Houston, que mais tarde foi utilizada por ele como local de filmagem do seu segundo filme, Três é demais. Anderson estudou filosofia na Universidade do Texas, onde conheceu o ator Owen Wilson, que viria mais tarde ser o seu principal colaborador cinematográfico. Em 1994, Wes e Owen produziram um curta-metragem de 10 minutos, chamado Bottle Rocket. A dupla foi encorajada pelo produtor James L. Brooks e com a sua ajuda eles iniciaram a produção de uma longa-metragem com base no curta já feito. Em 2001, mais uma vez em conjunto com Owen Wilson, que colaborou como roterista e ator, lançou o seu maior projeto até então, Os Excêntricos Tenenbaums. O resultado foi tão bom que a dupla foi indicada ao Oscar de Melhor Roteiro Original.

Werner Herzog

É um dos nomes mais influentes e controversos do Novo Cinema Alemão. Escreveu seu primeiro roteiro aos 15 anos. Ganhou uma bolsa para estudar cinema e televisão na Duquesne University em Pittsburgh, e disse ter trabalhado como peão de rodeio e contrabandista de aparelhos de TV na fronteira com o México para financiar seus filmes. Em 1964, ganhou o prestigiado prêmio Carl Mayar pelo seu primeiro roteiro, Signs of Life, que dirigiu em 1968. Seu maior sucesso foi Aguirre, a Cólera dos Deuses (72), filmado nos Andes peruanos, sobre um dos vários heróis obsessivos interpretados pelo maníaco Klaus Kinsk. A estranha relação entre ator e diretor é tema do documentário Meu Melhor Inimigo (99), e Fitzcarraldo (82) é sobre a turbulenta viagem de ambos à floresta amazônica.

“Se eu abandonar este filme, serei um homem sem sonhos. Eu vivo a vida ou acabo com ela neste projeto.”
— (HERZOG perante as dificuldades)
Trainspotting – Sem Limites

(Trainspotting, 1996)

Direção: Danny Boyle.

Elenco: Ewan McGregor, Robert Carlyle, Ewen Bremner, Johnny Lee Miller, Kevin McKidd, Irvine Welsh, Kelly MacDonald, Peter Mullan, James Cosmo, Eileen Nicholas, Susan Violer e Pauline Lynch.

Uma jornada selvagem ao obscuro submundo das drogas de Edimburgo. Em foco temos Mark Renton, e sua tentativa de abandonar o vício da heroína e como isso afeta suas relações com sua família e seus amigos: o demente Sick Boy, o sombrio Spud, o maluco Begbie, a namorada Diane de apenas 14 anos e o “atleta” Tommy que nunca tocou em drogas, mas tem uma enorme curiosidade em conhecer. Esse grupo de jovens escoceses, mergulha no vício para fugir das banalidades da existência nos dias modernos. E logo começam a sentir as conseqüências de suas atitudes e a descobrir que não existem soluções fáceis para a solidão e a dor que a vida nos proporciona. Sem moralismo e falsas mensagens, o filme acompanha a rotina alucinante dos garotos e traça um retrato da geração desesperançada dos anos 90. Indicado ao Oscar de Melhor Roteiro, baseado no livro de Irvine Welsh, e sensação no Festival de Cinema de Cannes, Trainspotting revelou ao mundo o talento do cineasta Danny Boyle (Extermínio) e dos atores Ewan McGregor (Moulin Rouge) e Robert Carlyle (Ou Tudo ou Nada). Trilha sonora sensacional, com músicas de Iggy Pop, Underworld, Lou Reed, Blur, entre outros.

Kiriku e a Feiticeira

(Kirikou et la Sorcière, 1998)

Direção: Michel Ocelot.

Kiriku é um garoto pequeno, mas muito inteligente e com dons especiais, que nasceu em uma pequena aldeia sobre a maldição da cruel feiticeira Karaba que secou as fontes de água e seqüestrou todos os homens da região. Encontrando amigos e seres fantásticos pelo caminho, Kiriku resolve combater a malvada feiticeira para salvar sua aldeia. História baseada em uma lenda da África Ocidental.

*Ale Kino! - Festival Internacional do Filme Infantil: Melhor Animação.

*Festival Annecy de Animação: Melhor Longa Metragem.

*Festival Cinekid de Amsterdã: Melhor Filme.

*Festival Infantil de Cartagena: Eleito pelo Júri Adulto e Jovem como Melhor Filme.

*Festival Internacional de Cinema de Kiev: Prêmio Blue Bird.

*Festival Internacional de Cinema de Zanzibar: Prêmio de Público.

*Festival Internacional de Filmes Infantis de Chicago: Eleito pelo Júri Adulto e Jovem como Melhor Longa de Animação.

*Festival Internacional de Filmes Infantis de Montreal: Prêmio Especial do Júri.

*Festival Internacional de Filmes Infantis para Juventude de Castellinaria: Melhor Diretor.

*Festival Internacional de Oulu: Prêmio CIFEJ (Centre International Du Film pour l’Enfance et Jeunesse).

*Prêmio Britânico de Animação: Melhor Longa Europeu.

Resistire
Duo Dinamico/Tie Me Up! Tie Me Down!

Ata-Me!

(¡Átame!, 1990)

Direção: Pedro Almodóvar.

Elenco: Victoria Abril, Antonio Banderas, Loles Leon, Francisco Rabal, Julieta Serrano, Maria Barranco e Rossy de Palma.

Esta hilária comédia do diretor/escritor Pedro Almodóvar é sobre amor, sexo e as obsessões que unem tudo isso. Antonio Banderas interpreta Ricky, um rapaz recém saído de uma clínica para doentes mentais e que deseja constituir família com uma esposa dedicada. Para sua noiva, escolhe a rainha do cinema de segunda classe, Marina (Victoria Abril), a quem rapta e mantém como prisioneira. À medida que esta relação bizarra se desenvolve, eles descobrem um amor incomum que sobrevive devido a algo além de prazer e dor. Uma das comédias mais celebradas de Almodóvar, Ata-me! nos apresenta uma magnífica interpretação de Antonio Banderas, bem como cenas de sexualidade explícita que causaram uma controvérsia mundial.

David Cronenberg

Canadense nascido em 1943, iniciou seu trabalho como diretor em 1969. Horror, violência, sexo, ficção científica e drama, são temas recorrentes em seus filmes. Herói cult entre os jovens admiradores dos filmes de terror dos anos 70, Cronenberg conseguiu popularidade com Scanners – Sua Mente Pode Destruir (81) e Videodrome, a Síndrome do Vídeo (82), sem comprometer seu enfoque. Já na refilmagem de A Mosca (83), foi notável por sua compaixão e em Gêmeos, Mórbida Semelhança (88) mostrou sua profundidade como escritor.

A Viagem de Chihiro

(Sen to Chihiro no Kamikakushi, 2001)

Direção: Hayao Miyazaki.

Chihiro é uma menina de 10 anos, que está mudando de cidade com os pais. Por um engano, eles acabam perdidos em um lugar que, a princípio, parece um parque temático abandonado. Os pais se empaturram com a comida que encontram no local. E quando a noite cai, a verdadeira natureza do lugar se revela: ali é uma espécie de casa de banhos que serve a centenas de deuses e divindades japonesas. Pela ousadia de comerem a comida dos hóspedes, os pais de Chihiro são transformados em porcos. Com a ajuda de Haku, um misterioso menino, Chihiro consegue um emprego com a feiticeira Yubaba, evitando ser transformada em animal. Mas um preço é preciso ser pago: ela perde seu verdadeiro nome. Agora ela precisa não só salvar os pais, mas também encontrar um modo de recuperar sua identidade.

*Oscar: Melhor Filme de Animação.

*Festival de Berlim: Urso de Ouro (Melhor Filme).

*Academia Japonesa de Cinema: Melhor Filme.

*Círculo dos Críticos de Nova York: Melhor Filme de Animação.

*Boston Society of Film Critics Awards: Special Recommendations for Achievement in Animation.

*San Francisco International Film Festival: Filme de Animação preferido do público.

*International Children’s Film Festival: Melhor Filme.

*Hong Kong Film Awards: Melhor Filme Asiático.

*Anual Glauber Awards: Melhor Trilha Sonora de Comédia ou Musical.

*Satellite Awards: Melhor Filme de Animação ou de Mídia Mista.

*Annie Awards: Melhor Direção, Roteiro e Música (“Itsumo Nando-Demo”, de Youmi Kimura).

Fique atento: O universo de Chihiro traz nuances de outros filmes do cultuado Hayao Miyazaki, como inocência e independência. Entre seus trabalhos mais populares, está o longa animado Princesa Monoke.

Retratos da Vida

(Les Uns et les autres, 1981)

Direção: Claude Lelouch.

Elenco: James Caan, Robert Houssein, Fanny Ardant, Geraldine Chaplin, Nicole Garcia, Jorge Donn, Jacques Villeret, Richard Bohringer, Jean-Claude Bouttier e Evelyne Boux.

Enquanto o mundo batalhava entre si durante a Segunda Guerra Mundial, quatro famílias de distintos países – Estado Unidos, França, Alemanha e Rússia – se cruzam em circunstâncias históricas e se unem através da dança e do drama. Este clássico decalca o Bolero de Ravel, com uma coreografia marcante de Jorge Donn em pleno Trocadero parisiense. A música tornou-se uma verdadeira febre na época, sendo quase impossível ouvi-la e não associá-la ao filme. Composto de um elenco de extraordinários atores como James Caan, Robert Houssein, Fanny Ardant e Geraldine Chaplin, sob a direção do renomado diretor Claude Lelouch, destacado pela criação de diversas obras-primas do cinema de arte, Retratos da Vida é, sem dúvida, um dos filmes mais marcantes de sua época, e até hoje continua tocando platéias do mundo inteiro.

Far Behind
Eddie Vedder/Into the Wild

 

Na Natureza Selvagem

(Into the Wild, 2007)

Direção: Sean Penn.

Elenco: William Hurt, Marcia Gay Harden, Vince Vaughn, Catherine Keener, Hal Holbrook e Emile Hirsch.

Na Natureza Selvagem é inspirado na história real de Christopher McCandless (Emile Hirsch), um jovem rapaz que abandona sua vida de conforto para buscar a liberdade pelos caminhos do mundo, uma viagem que o leva ao Alasca selvagem e a um desafio supremo. Escrito e dirigido por Sean Penn e apresentando um elenco de astros, incluindo William Hurt, Marcia Gay Harden, Vince Caughn, Catherine Keener e Hal Halbrook, Na Natureza Selvagem é tão “perturbador, envolvente e impressionante quanto belo.” (Joe Morgenstern, The Wall Street Journal)

As Férias do Sr. Hulot

(Les Vacances de Mr. Hulot, 1953)

Direção: Jacques Tati.

Elenco: Jacques Tati, Nathalie Pascaud, Micheline Rolla, Valentine Camax, Louis Perrault.

Sr. Hulot sai de férias para um hotel na praia, mas sua chegada transtorna a vida dos veranistas, pois não há ninguém como ele para provocar catástrofes, e suas melhores intenções degeneram em desastres que só o seu otimismo permite suportar alegremente. Apesar das confusões, Hulot consegue despertar simpatia, admiração e amizade. No filme, Tati satiriza a burguesia francesa caricaturando seus personagens.

Clube da Luta

(Fight Club, 1999)

Direção: David Fincher.

Elenco: Brad Pitt, Edward Norton, Helena Bonham Carter, Meat Loaf, Aday e Jared Leto.

Um explosivo sofredor de insônia (Edward Norton) e um carismático vendedor de sabonete (Brad Pitt) canalizam agressão primitiva masculina transformando-a em uma nova e chocante forma de terapia. Seu conceito “pega”, e formam-se diversos “clubes da luta” clandestinas em cada cidade, até que uma mulher sensual e excêntrica (Helena Bonham Carter) entra na jogada e desencadeia uma situação fora de controle rumo ao caos. O New York Times declarou que o Clube da Luta “talvez precise ser assistido mais de uma vez”. Aqui está sua chance. Prepare-se para o impacto.

Fique atento: Aos fragmentos de imagem que são colocados inesperadamente, em frações de segundo, no filme. Há fotogramas como Brad Pitt e até um pênis. Pura provocação do diretor. Brilhante atuação de Edward Norton.